Os ignorantes são infelizes

Ensaiei dezenas de palavras que pudessem não só dizer, mas organizar meus pensamentos, os sentimentos que se alternam confusamente desde que se manifestou o cenário irrevogável em que hoje vivemos.

Não saiu o texto porque não se encadeou o pensamento.

A verdade, conceito sempre turvo, perdeu-se definitivamente no obscurantismo de um tempo em que as informações demoravam distâncias inteiras para virem à luz. Hoje é a própria luz que as traz à tona.

Na fragmentação desses tempos, entretanto, ficamos ainda mais perdidos. Ignoramos razões, estopins, embasamentos diversos. Ignoramos como chegamos a esse momento; ignoramos seu destino. Nosso destino. Ignoramos em que acreditar, ignoramos que livros ler ou reler para entender, para criar projeções. Ignoramos, e, por ignorar, nos perdemos em meio a tanta informação. Ignoramos quem ouvir, ignoramos o que dizer.

A ignorância, dizem, traz felicidade. Pois eu digo e vejo muito por aí: ignorar tem me feito sofrer muito mais.

Seu mimimi aqui.

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