Desafinada

Na confusão mental do cérebro submerso, eu tento me agarrar às últimas forças remanescentes do cuidado diário para não trazer à tona o que é preciso esconder. As amarras que me mantêm perigosamente caindo da linha, mas resistem para que fiquem presos os monstros todos que preciso dominar.

Só que, desde aquele ímpeto, da fuga, dos tremores internos – ou talvez muito antes, mas há um marco sempre a ser escolhido -, as amarras afrouxaram de forma irremediável. Passo as horas de sobriedade tentando recuperá-las; vivo com pavor cada segundo de inebriação tentando juntá-las, aos frangalhos, para que não me abandonem por completo.

Quantas vidas cabem em uma vida? Eu olho profundamente em seus olhos buscando a resposta, mas só encontro mais do que há em mim. E quanto mais procuro argumentos, mais caminhos me levam a escancarar o que é necessário dissimular. 

É verdade, porque eu minto muito pouco pra você.

Quanto a você, é melhor que continue mentindo o tanto necessário para não me decepcionar jamais.

Seu mimimi aqui.

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