Monólogos do sono

Meu corpo responde a você, me deixa em frangalhos, me diz o que eu não quero ouvir.
É uma força que me puxa pelo umbigo, para dentro.
E eu vou caindo, e puxando, e sendo cada vez mais levada a um lugar
Onde, supõe minha admirável esperança, vai te encontrar caído, deixado de lado
Pronto a me dizer que o que havia lá fora não passava da abstração funesta de um inconsciente desesperado.

Quem lhe deixou caído? Quem não soube segurar sua sensibilidade,
que se esparrama, se esbalda e faz mais poesia que meus livros empoeirados?
Quem não lhe soltou as amarras? Quem permitiu que ficassem ao seu redor
meus cuidados, minhas lembranças, minhas artimanhas danosas?
Tivesse eu lhe encontrado com outros olhos talvez não permitisse o que lhe fadigou a memória por tanto tempo.

[Tivesse eu outros olhos, teria enxergado o que os outros não viram nesse tempo de névoas?]

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